Este Q2 é para quem quer tudo num SUV Audi, menos tamanho: tem o motor mais potente da gama, tração integral, caixa de dupla embraiagem e comportamento de eleição.

Os 190 cv Diesel enchem de alma o Q2 nesta versão de topo 2.0 TDI: motor prestável logo às 1000 rpm, cheio depois das 2000 rpm aguenta o fôlego até depois das 4000 rpm e consegue-se usar em permanência toda a força e disponibilidade: em ritmos lentos a caixa de dupla embraiagem com sete velocidades está especialmente suave e muito “inteligente”, entendendo o andamento desejado e deixando cair as rotações para baixar consumos e ruído, sabendo que os 400 Nm de binário são capazes de espevitar as 1,5 toneladas com pouco acelerador. Em andamentos animados, a caixa torna-se rápida e deixa explorar a faixa das 4000 rpm, na qual o TDI ainda se aguenta bem. Junta-se a tração integral que além de garantir motricidade em pisos escorregadios - não é preciso ser neve, basta uma estrada vidrada molhada que tem quase o mesmo atrito - também acrescenta a facilidade de condução que se quer num SUV: a arrancar em superfícies escorregadias ou a subir um passeio alto. O Q2 é um dos SUV mais baixos do segmento (12 cm ao solo), mas ainda assim enfrenta qualquer ressalto urbano sem receio e sem tocar no chão. A tração integral também acrescenta estabilidade em velocidades elevadas, atenua a subviragem nas manobras bruscas, e é um acréscimo indispensável se gostar de conduzir com a traseira “solta”; e o Q2 presta-se muito bem a isso. É divertido. A suspensão assegura movimentos precisos de carroçaria, mas com molas mais suaves no primeiro centímetro de compressão deveria ficar menos seco nos pisos remendados. Assim, parecem calibradas para que o Q2 ande sempre em carga, o que aliás é possível porque o habitáculo é bem construído e espaçoso e a bagageira só é tão pequena porque o alçapão com o kit antifuro desperdiça muito espaço.

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