Cumprir os 1000m de arranque em 25,7 segundos é digno de um bom desportivo, mas foram obtidos por um familiar Diesel com 4,93 metros de comprimento e tração integral. O segredo deste A6? O 3.0 TDI de 272 cv.

Com o S. Pedro em dificuldades para manter os ciclos de humor, medir o A6 3.0 TDI com o motor de 272 cv num dia (mais um) instável não parecia a solução ideal, mas era a única... Chegados ao local, e ainda com o piso molhado, a primeira aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em 5,9 segundos, um tempo de respeito e que diz muito do poder de tração do sistema quattro e da eficiência da caixa S Tronic de dupla embraiagem. Minutos depois, já com o sol a brilhar e o alcatrão a secar, voltámos a tentar. A pressão no pescoço denuncia o poder de aceleração e, no final da medição, registamos uns impressionantes 5,5 segundos nos 0 a 100 km/h. É verdade que este não é um exercício que um cliente de uma grande berlina familiar de mais de 90 mil euros (com extras) faça amiúde, mas é um bom exemplo da demonstração de poderio de que este A6 é capaz e um dos argumentos decisivos da berlina da Audi. O outro é a suspensão pneumática, um opcional que quase 90% dos clientes do A6 “exigem”. Aliás, só com a suspensão pneumática e um seis cilindros é que se tira pleno partido da experiência de ter um automóvel deste segmento, não só pela prestações mas, acima de tudo, pela suavidade e facilidade de utilização que só esta combinação (e, já agora, a caixa S Tronic de sete relações) oferece. E nem sequer precisa de se preocupar demasiado com o aumento do custo com combustível, já que os 7 l/100 de média representam um acréscimo de apenas 0,8 l/100 km face ao 2.0 TDI de 190 cv com mesmo tipo de caixa e tração dianteira. Isto, claro, numa utilização dita normal.

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